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sexta-feira, 6 de maio de 2011

CCBB / CINEMA

6 de maio

Debate sobre cinema no CCBB/ Brasília reuniu gente que gosta de fazer ou pesquisar os caminhos do audiovisual. Destaque para os debates sobre produção, distribuição e exibição dos cinemas brasileiros.

Confira a dica:
Nas paredes da Pedra Encantada, dirigido por Cristiano Bastos e Leonardo Bomfim
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/10813/

quarta-feira, 27 de abril de 2011

MEJOR 2011 / Leonel e Adriana PUC RJ

3° Dia

GateWebKeeping é a continuação dos estudos da teoria do Gatekeeper trazida da psicologia social de Kurt Lewin e David White em 1950, na plataforma Web. O estudo de Leonel Aguiar e Adriana Barsotti (PUC RJ) mostram que os conceitos da teoria nos dias de hoje.

Eles acompanharam durante 7 dias, das 8h às 12h, os motivos pelo qual o editor de capa do site O Globo recusava ou aceitava as notícias. O Mr. WebGate somente recusou uma matéria por dia, diferente do estudo de David White que rejeitou 90% dos acontecimentos, principalmente por falta de espaço no jornal.

Segundo a pesquisa, ainda se levam em conta os valores-noticias de Wolf, mas houve uma reprodução de padrões para a escolha das notícias online. Os principais critérios observados foram: abrangencia, hierarquização, interesse nacionais e capacidade de desdobramentos.

Uma das mudanças estruturais da atividade jornalistica está relacionada ao papel do público. Antes, eles eram pesquisados somente após as publicações, agora há espaços destinados exclusivamente à participação deles no site. No site O Globo há uma seção sobre as paisagens do RJ, outra destinada aos assuntos mais postados no Twitter e as matérias mais comentadas viram destaque.

O desafio atual é a checagem das informações perante a imensidão do espaço de acontecimentos e publicações na internet. O jornalista tem o papel de mediador do jornalismo cidadão que retroalimenta o processo de edição num espaço em que não há deadlines.

Outra manifestação direta do público no jornal digital são as intervençõe provocadas por campanhas, enquetes ou fatos e relatos incentivadas pelo jornal.

MEJOR 2011 / MARCUS MINUZZI

3º Dia

Internet é um mito do espaço público democrático. Para entender a complexidade da proposta do professor da Faculdade Araguaia, Marcus Minuzza, é preciso desencadear a teia teórica dos mitos e rituais que compõem a filosofia humana.

O professor traça uma série de argumentos e lógicas encadeados para trazer para a arena da internet a simbologia criada pelo carnaval brasileiro. Como conclusão é preciso entender tais fenômenos para observar globalmente a nova esfera pública, cheia de mistérios, fantasias, instintos e mitos.

A pesquisa parte do princípio que a democracia é um mito. Em Jung (1980), Minuzza explica o conceito de mito, do qual é formado por imagens coletivas, imaginário popular chamado de arquétipo. Os arquétipos são instintivos e sugerem a idéia de salvação coletiva. Tal missão é cumprida pela mídia.

Esteves (1998) fala que o processo é gradual da formação dos arquétipos e Habermas (1984) diz que a utopia do espaço público foi muito útil no mundo burguês. Hanna Arendt (1997) atribui a polis o palco onde o cidadão tenta se igualar aos Deuses. É neste momento que o leitor tem poder na internet.

Minuzzi traça uma reflexão e analogias de porque o rito de Dionisio, considerado arquétipo do gozo explica o mito do Brasil como paraiso terrestre de Chaui (2000). Para Freud, a civilização é uma repreensão dos instintos, igualmente Lévi-Strauss que certas proibições dão origem à cultura.

Nessa cadeia de significados o Brasil se forma de uma alma feminina na qual reforça o rito dionisioco de relações. A feminilidade emerge forças de renovação e integração materializado no carnaval. Assim, a maior representação da luta dos mitos são as redes sociais, na busca e disputas de identidades.

MEJOR 2011 / Márcia Marques

3º Dia

"O jornal virou arena de discussão" disse Janara Sousa ao apresentar o Jornal Campus Online realizado por estudantes de comunicação da UnB em sua pesquisa sobre a interatividade do veículo. 30% das críticas de produção jornalística diziam respeito a lides, falta de fontes, leitura de manual e abordagens diretamente à rotina de produção do campus.

A pesquisa da professora Márcia Marques e Janara Sousa, UnB, analisou 326 mensagens de comentários decorrentes das notícias publicadas no site pelos alunos de Comunicação da UnB.

Uma das surpresas a partir dos comentários anônimos foi que a página se tornou um espaço de debate e argumentação sobre conteúdo e processo produtivo da notícia, a exemplo de casos ofensivos aos autores.

Os comentários foram classificados entre prováveis emissores como ex-alunos, familiares, comunidade acadêmica, leitores em geral e alunos matriculados regularmente. Os temas abordados foram produção jornalística, discussão de conteúdo e alunos da Disciplina.

O jornal criado pelo professor Davi da UnB trouxe o modelo norte-americano do jornalismo realizado por alunos, cujos professores são editores chefes que analisam as matérias depois de publicadas. Tal modelo garante a experimentação de questões polêmicas como plágio ou importância e responsabilidade com o público.

O jornal laboratório é realizado a cada semestre. Há três pesquisas prévias: público (aproximadamente 600 entrevistados), concorrencia (unb, eu estudante, UFPF), histórica (páginas do jornal laboratório anteriores).

terça-feira, 26 de abril de 2011

MEJOR 2011 / Cláudia Mellado (Chile)

2° Dia

Cláudia Mellado, da Universidade de Santiago (Chile), apresentou um quadro das pesquisas empíricas em jornalismo na América Latina. Segundo ela ainda há uma incapacidade de formar uma massa crítica forte nas Universidades.

Entre as dificuldades do estudo estão: forte tradição acadêmico nos departamentos; carência de estruturas locais com marcos teóricos consistentes; dificuldade de (co)relação de pensamentos e correntes nos últimos 50 anos; presença acadêmica latino americana é parcelada e fragmentada; a própria produção não é citada e mais de 70% do material empírico não tem repercussão; muitos pesquisadores não conheciam a produção de outros países; ainda há um defict de centros de ponta integradores de intercâmbio de pesquisas.

Outro ponto marcante é que nas análises quantitativas nem todo censo pode ser confirmado, já na interpretação qualitativa não se tem ao certo como foram capturadas e analisadas as informações, além de que há critérios de seleção e classificação que são interpretados diferentemente entre as culturas de países vizinhos. Essa é uma das dificuldades do método de análise comparada de jornalismo.

MEJOR 2011 / Luiz Martins UNB

1° Dia/ Grupos de Trabalho

O desenho acima é um modelo de explicação porque certas notícias tendem a permanecer na opacidade e ter certas resistências de desmistificar o objeto e a realidade. Este foi o tema da apresentação dos professores Luiz Martins e Dione Moura, UnB, na terça-feira, 26 de abril.

A zona pontilhada se refere ao imaginário popular criado após as dúvidas das notícias publicadas. Alguns acontecimentos como Caso Ana Lídia em Brasília e Assassinato de João Goulart não foram totalmente solucionados pela imprensa. Segundo os autores, quando um fato não é esclarecido ele sofre filtros de três atores: poderosos, jornalistas e público em geral. A parte fechada do triangulo se refere aos fatos concretos divulgados pela mídia. O que se passa dele é chamado de meia verdade mito.

"O imaginário popular gera suas versões", disse a professora Dione ao citar que hoje o mesmo modelo pode ser aplicado ao caso de Fukushima no Japão e outros crimes militares.

Será que houve mudanças no quesito opacidade desde o ano 60, com a mudança e evolução dos meios de comunicação? Será que poderiamos inverter o modelo e dizer que os fatos ao invés de começar pelo registro oficial vir à tona a partir da opacidade ou do imaginário? Por fim, a relação deve ser mais intensa na troca de forças do imaginário popular e a vontade e iniciativa dos meios de comunicação investigarem os acontecimentos.

MEJOR 2011

1° Dia

Cremilda Medina puxou a orelha dos jornalistas autodidatas que não se especializam, vão às universidades ou ficam apenas nas redações:

"Laboratório e Pós Graduação
reduzem o individualismo e
incentivam o diálogo do repórter
autodidata ou especialista"

"Visões do mundo são desgastadas nas rotinas
criando uma mente reducionista
que pré-pauta o mundo"

"Cuidado para não atrofiar a inteligência
frente às tecnologias"

"A aproximação do repórter com o camada social
por meio de diálogos não verbais
é mais complexo
que entrevistas programadas"

Preconiza o termo Jornalismo Literário ou Grande Reportagem
O importante são os direitos sociais à informação